sexta-feira, outubro 15, 2004


Peco nos sentimentos, na solidão
Oiço um mosquito, a minha unica diversão
Esta inercia mental faz-me parar...
Penso na insónia de amanha mas nem quero falar

Prejudico-me no repúdio da paixão
A minha cabeça protege-se do sol, da confusão
Mesmo assim, parado e teimoso, quero o tudo do nada
Imagino coisas sem fim, um puzzle incompleto...
Aqui está ela! a peça da vida, a morte encantada

Sofro sem chorar, alegro-me sem sorrir, falo sem sentir
É um sentimento esquisito, de culpa, de fracasso
Sou timido sem o querer, sou perverso sem saber
Olho o lençol...que giro...
Porque estarei acordado?porque estarei vivo? serei mais do que tu?
Morreste a viver, viveste com prazer até aquele dia
Parece um lapso ficticio e surreal algo virtual e animal
Pobre de mim de ti e daqueles que não têm resposta como nós
Será sempre assim? será sempre assim?

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